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Três estados brasileiros estão em alerta para a febre amarela

24
JAN

Vacina é a única maneira de prevenir surto (Foto: Google)
O Brasil está em um dos seus maiores surtos de febre amarela silvestre das últimas décadas, segundo informa o Ministério da Saúde (MS). Por isso, o governo decidiu fazer uma campanha emergencial de vacinação nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, entre janeiro e março.

A preocupação não é à toa. No primeiro semestre de 2017, foram confirmados 777 casos em 21 estados e no Distrito Federal. No segundo, foram 35 em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Distrito Federal – 145 ainda estão em investigação.

A febre amarela causa sintomas como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações. Em sua fase mais grave, pode causar inflamação no fígado e nos rins, sangramentos na pele e pode até levar à morte.

A vacinação

Nem todas as pessoas podem ser imunizadas. É o caso de gestantes, idosos, pessoas em quimioterapia e determinados tratamentos de saúde, por causa dos riscos de reações graves.

Essas pessoas devem ser orientadas a evitar picadas de mosquitos por meio do uso de camisas de mangas longas e calças compridas, mosquiteiros e repelentes. As grávidas e mães de recém-nascidos devem buscar orientação sobre possíveis reações alérgicas.

Todos os indivíduos não pertencentes aos grupos citados e que vivem em área de risco para a doença, conforme determinado pela Secretaria de Saúde de cada estado, devem procurar postos de saúde para tomar a vacina. Quem viaja para essas regiões também precisa se imunizar. Nesse caso, a dose deve ser aplicada no mínimo dez dias antes.

A imunização pode acontecer, também, em farmácias que ofereçam o serviço. Nesse caso, a pessoa deverá pagar pela imunização. Entre os dias 29 de janeiro e 9 de março, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia realizarão uma campanha de vacinação fracionada – o que significa que a dose para febre amarela, de 5 mg, será dividida em cinco partes para ser aplicada em mais pacientes. A eficácia não fica prejudicada, apenas o tempo de imunidade reduz.



Fonte: G1