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Bairro da Zona Sul do Recife lidera índice de infecção por arboviroses

14
JUL

Projeto vai tornar machos inférteis e lançá-los em três áreas para tentar diminuir o número de transmissores de doenças (Foto: Google)
Até a primeira semana de julho de 2017, foram notificados 1.773 casos de arboviroses no Recife, sendo 1.293 de dengue, 416 de chikungunya e 64 de zika. Os bairros que apresentaram a maior incidência foram a Cohab, na Zona Sul do Recife, com 18 casos; Água Fria e Campo Grande, na Zona Norte, com 14 e nove ocorrências, respectivamente. O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa), que apontou 99 cidades pernambucanas em situação de risco para a infestação pelo aedes aegypti, apresentou resultado geral, na capital pernambucana, de 2,3% (risco médio).

Foram confirmados 689 casos, sendo 500 de dengue e 189 de chikungunya. Ainda no ranking dos bairros com a maior incidência de doenças transmitidas pelo aedes, estão: Boa Viagem, com nove casos; Nova Descoberta, com oito; Ibura e Jordão, ambos com sete ocorrências; Dois Unidos, Várzea, Jardim São Paulo e Areias, todos com seis casos.

Até a Semana Epidemiológia 26, em 2017 foram notificados três óbitos suspeitos de arboviroses. Um deles teve resultado confirmado para dengue e um, descartado. No mesmo período do ano passado, foram notificados 110 óbitos, sendo confirmados 54, descartados dez e seis foram inconclusivos.

Dos casos confirmados, 37 foram por chikungunya, nove por dengue e sete decorrentes de codetecção de dengue e chikungunya, além de um com codetecção chikungunya e zika
Na capital pernambucana, os bairros que apresentaram os maiores coeficientes de infestação por 10.000 habitantes foram Mangabeira (19,80) e Torreão (8,73), na Zona Norte e Zumbi (4,70), na Zona Oeste. Rosarinho (4,64), Campina do Barreto (3,99), Totó (3,91), Alto José do Pinho (3,83), Mangueira (3,35), Jordão (3,19) e Água Fria (3,04) seguem compondo o índice.

Aedes estéril
A Prefeitura do Recife lançou, na quinta-feira (13), em parceria com a Agência Internacional de Energia Atômica, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Biofábrica Moscamed, uma iniciativa que pretende diminuir a população do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika, e chikungunya. A experiência, pioneira, consiste em tornar o mosquito macho estéril em laboratório e, em seguida, soltá-lo no meio ambiente.

A iniciativa foi viabilizada com recursos do Fundo Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, no valor de R$ 3,1 milhões. De acordo com o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, a medida deve comprometer a capacidade de fecundidade e fertilidade do mosquito, o que resultaria na diminuição da população dos insetos.

Como a fêmea é a única transmissora das arboviroses, o secretário explicou, ainda, que a disseminação de mosquitos inférteis não vai resultar no aumento de transmissores das doenças.

A princípio, três localidades da capital pernambucana, ainda indefinidas, vão receber os mosquitos estéreis. Os locais, de acordo com a secretaria de Saúde do Recife, vão ser definidos de acordo com o número de notificações de casos de arboviroses e com aspectos populacionais e geográficos.




Fonte: G1